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Pequenos projetos de MDL enfrentam dificuldades com altas taxas de EODs
30/01/2009

Fonte: CarbonoBrasil/Carbon Finance

O aumento das taxas cobradas pelas Entidades Operacionais Designadas (EODs) está dificultando a entrada de pequenos projetos no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), reportou a Carbon Finance.

Os valores triplicaram entre junho e outubro do ano passado, o que tem tornado inviável trabalhar com projetos que não têm o volume para retornar os custos, afirmou ao Carbon Finance a chefe de implementação da EcoSecurities de Londres, Belinda Kinkead.

As EODs são as empresas que fazem a verificação dos projetos para certificar que as reduções de emissão de gases do efeito estufa estão sendo cumpridas.

Kinkead culpa as três principais EODs (TÜV Süd, a SGS e a DNV) por iniciar o movimento que agora está sendo seguido por outras. Juntas, estas três empresas são responsáveis pela validação de 70% dos projetos atualmente em processo de registro no MDL.

A implementação do Manual de Validação e Verificação (VVM), um guia adotado pelo Comitê Executivo do MDL, e a suspensão da DNV por não conformidades em novembro do ano passado, contribuiram para o atraso no registro dos projetos, o que gera custos extras para as EODs. Por isso, estas são duas justificativas que vêm sendo usadas pelas empresas para o reajuste dos preços.

Outra possibilidade apontada por Leo Petrowski, da AES Climate Soultions, com sede na Flórida, é que as EODs estão tendo que aumentar os salários dos seus funcionários para evitar que eles sejam absorvidos pelas próprias empresas que usam os serviços das verificadoras.

Dependendo do projeto, a validação pode custar em torno de € 25 mil, informou Kinkead. Mas relatos afirmam que na China este processo pode custar até € 90 mil.

O chefe do programa de mudanças climáticas da SGS, Robert Dornau, defendeu as taxas, reconhecendo que houve aumento devido ao VVM e à carga de trabalho, e disse que o acréscimo ocorreu principalmente na China, devido a oferta e demanda. "Na China as pessoas estão mais dispostas a pagar um valor ‘premium’ para ter um serviço prioritário", completou Dornau.

*Com informações de Carbon Finance




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