Fonte: Reuters
Durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Tony Haynard, chefe executivo da British Petroleum (BP), afirmou que o mundo precisa estabelecer um preço para as emissões de carbono para garantir um diverso e seguro suprimento de energia.
“A idéia seria estimular a competitividade em favor das energias limpas em comparação aos combustíveis fósseis”, comentou Haynard.
Definir um preço para o carbono envolve penalizar cada tonelada de gases do efeito estufa que forem emitidos, seja usando uma taxa ou o mercado de carbono. Este último é defendido por empresários por ser mais flexível.
Porém, o Esquema de Comércio de Emissões da União Européia (EU ETS), o maior mercado de carbono do mundo, vem sendo alvo de desconfiança por ambientalistas por distribuir suas permissões de graça ao invés de forçar as indústrias a pagarem por elas, e dessa forma acaba beneficiando os poluidores.
Os fornecedores de água, gás e eletricidade europeus, por exemplo, usam o EU ETS como justificativa para o aumento das tarifas dos consumidores. Porém como recebem as permissões de emissões de forma gratuita, acabam lucrando cerca de € 20 bilhões por ano com o esquema, dizem analistas.
Refinarias de petróleo e outras indústrias também estariam tendo benefícios, já que as permissões que recebem são suficientes para manter a mesma capacidade de produção que sempre tiveram.
E uma vez que a crise econômica mundial causou a diminuição da produção, as indústrias estão tendo lucro com a venda das permissões que não estão sendo usadas.
« Voltar