Fonte: Banco de Nova Iorque Mellon
O desenvolvimento bem sucedido de um mercado global de carbono que resulte em reduções de emissão reais e economicamente eficientes exigirá uma melhoria de infra-estrutura, de acordo com um relatório publicado pelo Banco de Nova Iorque Mellon.
O documento “Em direção a uma moeda de carbono comum: Explorando as perspectivas para os mercados globais integrados de carbono” conclui que para que um mercado global de carbono consiga alocar capital para os projetos ao redor do mundo, deve ser baseado em padronização, liquidez, transparência e previsibilidade.
Preparado em conjunto com a Point Carbon, uma das principais fornecedoras de inteligência para o mercado, o relatório reconhece os desafios políticos e práticos da conciliação dos diferentes pontos de vista ao redor do mundo sobre o que seriam reduções reais, permanentes e verificáveis. Além disso, defende o desenvolvimento de um modelo de mercado “cap and trade” (limite e comércio de emissões) conectado, no qual os emissores poderiam contar com uma ampla variedade de opções para alcançar as metas de redução, incluindo o uso de permissões ou importação de compensações.
Outras conclusões importantes do relatório:
Informações credíveis sobre os preços de mercado, volumes e comportamento comercial adicionarão maior transparência, o que oferecerá às empresas, aos investidores e aos reguladores padrões de referência críticos para lidar com a exposição ao carbono;
O alto nível de risco com relação ao valor futuro dos preços de carbono, devido às incertezas políticas, impediria o funcionamento do mercado como uma maneira de reduzir as emissões ao menor custo;
O excesso de programas mandatários e voluntários criou uma abordagem fragmentada do desafio ambiental global. É necessária uma consolidação para que o mercado seja mais efetivo na redução das emissões de gases do efeito estufa;
A ligação de programas existentes e planejados e a criação de um quadro para transações globais eficientes permitiria que o mercado global de carbono crescesse de US$ 63 bilhões (no final de 2007) para US$ 3 trilhões até 2020;
“Apesar de impedimentos existirem a curto prazo, o desenvolvimento de uma abordagem de mercado realmente global representa a maneira mais promissora, padronizada e transparente de reduzir as emissões de gases do efeito estufa”, disse o chefe-executivo do Fundo Global Corporativo do Banco de NY, Scott Posner. “A indústria financeira deve fazer a sua parte oferecendo uma estrutura confiável que melhore o desempenho do mercado e a confiança dos investidores e políticos”.
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